domingo, novembro 09, 2008
terça-feira, agosto 26, 2008
palavras. momentos.
olhos. olhares. tentações.
mão. braços. beijos. abraços.
pele. barriga. laços.
pêlos. boca. cabelos.
peitos. poses. apelos.
dentes. sorrisos.
corpo. juízo.
pernas. certas mulheres.
meninas. mulheres.
truques. confusões.
garotos. mistérios.
garotos. espertos.
seguindo seus passos...
domingo, agosto 10, 2008

domingo, julho 06, 2008
sábado, junho 07, 2008
sábado, maio 17, 2008
certas sensações trazem um gosto especial para as coisas.
Como pode? Meu cheiro, MEU perfume me lembrar outra pessoa. Golpe baixo da sensibilidade. Agora preciso de um perfume novo.
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Ver uma mesa de café da manhã posta me lembra um dia... uma manhã, um lugar, uma atitude e muitos sentimentos. Me leve café na cama amanhã, eu finjo que eu não esperava. E hoje durante uma conversa eu vi que por um tempo ainda vou ter calafrios cada vez que meu telefone tocar, até saber se do outro lado é sua voz.
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Mas no meio de tantas lembranças, existe em mim uma certeza dolorida, certeza de que eu gosto do claro, quando é claro que você me ama. E nesse sentido, enfim...
que coincidência é o amor, a nossa música nunca mais tocou.
terça-feira, abril 29, 2008
E eu só conseguindo pensar: Como assim?
Pro inferno todas as teorias, conhecimentos e conselhos. Tá doendo, tá doendo pra caralho. Para cada frase que me falam tenho uma resposta rápida e dolorida e o que é pior, eu realmente acredito nelas. De tempos pra cá, cada ação minha espera uma reação vinda de lá. Às vezes ela vem. Às vezes não.
E eu fico aqui, com a vida congelada desde a ultima vez que o vi. Já sentei aqui umas cinco vezes para escrever, botar pra fora o que se passa aqui dentro, mas não consegui. Pensava em algo e não não, muito simples. Outra coisa, não, muito dramático. Nada vai descrever exatamente o que sinto, nem eu mesma.
Acho que nunca vou conseguir respostas para todas a perguntas que estão rodando aqui dentro. Roubando-me apetite, concentração, animo e horas de sono. Ainda não sei o que rouba mais, se as perguntas, a saudade, a dúvida, as boas lembranças... Tenho esperança. Certeza de que o vivido foi especial e, principalmente, não foi vivido sozinho. Eu sei, eu sabia, por olhares, atitudes, detalhes grandes e pequenos, que era isso sim senhor.
E talvez o que mais me doa seja ver tudo isso se perder por causa talvez de um desejo de ver e viver o mundo lá fora. É um preço alto demais. Mas talvez terei de pagar, às custas de uma confusão, uma imaturidade. Não minha. Mas eu sei, eu que já estive dos dois lados, que não vai adiantar eu falar nada. Eu sei que, por mais que pareça, a festa não está acontecendo no apartamento ao lado.
Só sei que, se a cada mil lágrimas sai um milagre, talvez esteja na vez do meu.
segunda-feira, março 17, 2008
não mais que de repente.

De repente eu só ia conseguir abrir a boca para falar sobre isso. Sobre o que meus olhos já estavam contando a tempos. Mesmo sem eu querer.
Ou porque, de repente, por dentro eu queria, aí meus olhos me traíam, porque eles falavam mais do que minha cabeça queria deixar eles falarem.
De repente, no lugar errado, no dia errado, na hora errada. Tudo deu certo.
De repente, quando a alma não aguenta mais, as emoções transbordam. Líquidas. E a vida se dá, falada. E a gente se entrega, feliz.
domingo, março 09, 2008
pensamentos de um fim da tarde.
sábado, fevereiro 09, 2008
O engraçado é que é sério.
Poucas pessoas têm a capacidade de fazer um trabalho delicado, com pessoas delicadas, em meio a situações delicadas.
Pouca gente pode dizer que volta para casa depois de um dia de trabalho e ter a certeza que só fez o bem.
Poucos filmes me fizeram chorar tanto e me tocaram tão fundo.
Lembro que quando o assisti, uma frase me marcou muito, era algo como: "...no dia-a-dia dos corredores de um hospital acontecem cenas que qualquer roteirista daria a vida para escrever..." (vou procurar e - assim que der - vou escrevê-la certinho aqui)
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Pouca coisa importa tanto. Porque eu acho que o resto, isso sim, é que é besterira.
sábado, fevereiro 02, 2008

quarta-feira, janeiro 30, 2008
terça-feira, dezembro 25, 2007
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Escrever sobre escrever.

Estou entendendo que o empurrão inicial para um processo interno muito mais complexo é mesmo sentar e falar sobre o que aflige, apaixona ou o que simplesmente aconteceu desde a última vez que me sentei ali. Às quartas-feiras não tenho consigo dormir tão cedo porque desde quando saio de lá, fico inquieta, continuando a raciocinar sobre o que falamos. Não tão especificamente, mas o empurrão não dura só uma hora, ele vai embora... e me leva. E tenho a (tola?) impressão de que se eu parar para dormir, amanhã não vou conseguir seguir no embalo que estou agora.
E percebo que quanto mais eu penso, mais eu entendo sobre ela. Eu sei que é óbvio que isso aconteceria, mas a sensação disso realmente acontecendo é nova para mim, não é óbvia não. Aquele estalo que vem do nada, quando você nem está mais pensando naquele assunto, mas que o seu cérebro finalmente entendeu o que seu coração estava querendo dizer - ou vice-versa - é muito legal de sentir. É a ficha caindo.
E eu tô começando a entender que pra várias fichas caírem é preciso treino. Repetição, paciência, disciplina, tempo. As mesmas variáveis que me trarão o corpo que eu desejo na academia são as que trazem equilíbrio, tranqüilidade e, principalmente, consciência sobre quem eu sou.
E quando me surge a sugestão de que escrever sobre certos assuntos, justamente para não perder o embalo, também pode me ajudar a encará-los mais de frente, sinto de novo a inquietação. É um desafio. Será que eu consigo? Eu que sempre escrevi sobre o que bem quis, me expondo e preservando ao mesmo tempo. Será que vou conseguir escrever sobre meus medos? Não sei. Será que vou conseguir pensar, organizar e escrever sobre tantos lados, faces, vértices, tantas outras ligações, sentimentos que passam aqui dentro? Não sei. Mas, por enquanto, o tema é mais metalingüístico. É só escrever sobre como será escrever.
terça-feira, dezembro 11, 2007

Quando me questionava porquê precisava prestar vestibular, eu lembrava dela. Quando sentava em frente ao computador e mandava 50 currículos para 50 desconhecidos, era nela que eu pensava. Mas hoje, exatamente hoje, essa afirmação nunca fez tanto sentido para mim. Literalmente.
Dez anos atrás. Esse é o tempo que faz que aconteceu o que mudou tanto e de tantas formas a minha vida. O que fez eu ser o que sou - ou não sou - hoje. Não tem outra palavra para descrever o que fez a não ser: mudou. Já cansei de me questionar se a mudança foi para melhor ou para pior. Ou questionar como tudo teria sido se... Cansei, mas não parei. Não me pergunte porquê.
O que a tempos já havia concluído é que o que eu fiz naquela época, o modo como reagi, meu ponto de vista e minhas atitudes, algumas vezes intuitivas e outras aconselhadas, determinou exatamente o que eu vivo hoje e o que sobrou daquela história. O que eu sou e como me relaciono com o mundo. O quanto me mostro e outro tanto que ninguém nunca vê.
Dez anos, meu Deus, dez anos. Dez anos que não houve um dia sequer que eu não pensei ao menos uma vez nesse assunto. Às vezes durante horas, às vezes poucos minutos, às vezes com raiva, com incompreensão, simplesmente como lembrança e às vezes como sendo a razão de outras coisas.
Esse "aniversário" me fez inverter o sentimento em relação a essa frase. Sempre que pensava nessa frase, concluía em fazer algo para colher os frutos dali um tempo, os tais 10 anos. Hoje acho que é a primeira vez que me peguei pensando o contrário, como quem já está colhendo o que plantou a tempos. E graças a Deus a sensação é boa.
Esse post pode ser um mistério para muita gente, parecer sem sentido ou explicações suficientes. Pra mim mesma ele é uma surpresa. Sentar a essa hora, pra escrever parte do que se passa, é definitivamente uma surpresa pra mim - e que amanhã será para minha terapeuta. Mas tudo bem, não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba quando a lua se põe... E porque às vezes a gente não quer ser compreendida, a gente só quer falar.